Sutura simples por enfermeiros: quais os principais tipos de pontos utilizados
- J. A. Lua
- 29 de jul. de 2025
- 3 min de leitura

Sutura simples por enfermeiros: quais os principais tipos de pontos utilizados
A sutura simples é uma das técnicas mais comuns na prática dermatológica e tem se tornado cada vez mais presente na atuação do enfermeiro habilitado. Este procedimento é essencial na reparação de tecidos, especialmente na pele, após lesões ou procedimentos cirúrgicos menores. Neste post, vamos abordar os principais tipos de pontos utilizados, as situações indicadas para a realização da técnica, os materiais necessários e as referências para aprofundamento.
Principais tipos de pontos utilizados na sutura simples
Os pontos de sutura são técnicas aplicadas com o objetivo de aproximar as bordas de uma ferida para promover a cicatrização. Na sutura simples, os enfermeiros podem utilizar os seguintes tipos:
1. Ponto simples (interrompido)
É o tipo mais utilizado e indicado em diversos tipos de feridas. Cada ponto é dado individualmente e amarrado separadamente, o que permite melhor controle da tensão e facilita a retirada de pontos isolados se necessário.
Indicação: Feridas limpas, com bordas bem aproximadas.
Vantagem: Maior controle da tensão em cada ponto.

2. Ponto em X ou ponto em cruz
Consiste em dois pontos cruzados sobre a ferida, formando um “X”. É utilizado para oferecer maior resistência em áreas com maior tensão ou em feridas mais profundas.
Indicação: Feridas com maior profundidade ou que exigem mais resistência na aproximação dos bordos.

3. Ponto colchoeiro (vertical e horizontal)
Colchoeiro horizontal: Distribui melhor a tensão lateral.
Colchoeiro vertical (ou de Donati): Útil em áreas com maior tensão ou onde se deseja melhor eversão da pele.
Indicação: Zonas de maior tensão (joelho, dorso, etc.), feridas em que a margem precisa permanecer elevada para melhor cicatrização estética.

Situações em que a técnica de sutura simples é indicada
A sutura simples pode ser indicada em diversas situações clínicas, desde que o enfermeiro esteja legalmente habilitado e capacitado:
Feridas superficiais com bordas limpas e regulares
Lacerações resultantes de pequenos traumas
Feridas cirúrgicas lineares
Fechamento primário de lesões dermatológicas (como biópsias)
Importante: A realização da sutura por enfermeiros deve respeitar os limites éticos e legais da profissão, conforme as resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN).
Materiais necessários para realizar uma sutura simples
Para realizar a técnica com segurança e eficácia, o profissional deve estar com o material adequado:
Fios de sutura (nylon, mononylon ou seda – geralmente 3.0 a 5.0)
Agulha com suporte (agulha curvada 3/8 ou 1/2 círculo)
Porta-agulhas (porta-agulha de Mayo-Hegar)
Pinça anatômica e pinça dente de rato
Tesoura cirúrgica
Luvas estéreis
Gaze estéril e solução antisséptica
Anestésico local (lidocaína 2% com ou sem vasoconstritor, de preferência sem vaso)
Campo estéril
A assepsia do local e a técnica asséptica são fundamentais para prevenir infecções, mas abordarei isso melhor em outro post.
Referências:
BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN nº 564/2017 – Normatiza a atuação da equipe de enfermagem na realização de procedimentos invasivos. Disponível em: https://www.cofen.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2025.
DUARTE, L. A.; BARROS, E. N. Técnicas de sutura para enfermagem dermatológica. Revista Brasileira de Enfermagem Dermatológica, v. 12, n. 2, p. 45-52, 2022.
FERREIRA, L. M.; GRAGNANI, A. Fundamentos de cirurgia dermatológica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2020.
OLIVEIRA, J. S.; PEREIRA, M. A. Materiais e técnicas para suturas em enfermagem. Jornal de Práticas Clínicas, v. 7, n. 1, p. 10-15, 2023.
Se quiser, posso também criar imagens explicativas dos tipos de pontos ou um infográfico para o post. Deseja isso?



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