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Lesão por pressão idosos hospitalizados e no home care: relato de uma experiência profissional

Lesão por pressão no idoso: atenção aos cuidados com o uso do hidrocoloide


Essa semana, o paciente ao qual acompanho e cuido, necessitou hospitalizar-se em um hospital referencia em doenças cardiovasculares de SP, por este motivo, esperava-se que ele tivesse tido o melhor cuidado possível, de fato ele teve. Mas em 3 dias hospitalizado, foram suficientes para o mesmo abrir uma lesão grau II na sacra, 95 anos e diabético, cardíaco, antes que você pense que foi por falta de mobilidade do pct, ele deambula com auxílio.


O que aconteceu aqui...

Imagem de arquivo profissional por Enf. Izadora Amorim
Imagem de arquivo profissional por Enf. Izadora Amorim

Vamos ver primeiramente os pilares da enfermagem: a escala é 6hs por dia diariamente, a rotatividade dos técnicos não permitem, que os mesmos tenham o cuidado de observar essas mudanças estruturais no paciente: infelizmente, a equipe tá focada em realizar suas atividades uma vez que, 6hs por plantão não é tempo suficiente para cuidar de 5 ou 6 pacientes de forma integral. Quando o colega chega para o outro turno, as informações se perdem.


Por isso, vamos ao cerne da questão: COMO EVITAR ISSO


A lesão por pressão é uma complicação frequente em pacientes idosos, especialmente durante períodos de internação. A pele do idoso é naturalmente mais frágil, com menor elasticidade e menor capacidade de regeneração, o que aumenta o risco de desenvolver feridas quando há pressão prolongada, atrito ou uso inadequado de dispositivos de proteção.

Um ponto que merece atenção é o uso do hidrocoloide como medida preventiva. Embora seja um recurso eficaz, sua aplicação incorreta pode favorecer o surgimento de lesões. Em um caso recente, um paciente idoso desenvolveu uma lesão após apenas quatro dias de internação, devido ao mau posicionamento da placa de hidrocoloide.

Para evitar situações semelhantes, alguns aspectos devem ser cuidadosamente avaliados antes da aplicação:


  1. Qualidade da pele: A pele do idoso deve ser examinada quanto à hidratação, presença de ressecamento, áreas de vermelhidão ou fragilidade. Uma pele já comprometida exige ainda mais atenção para que a placa não cause irritação ou tração excessiva..

  2. Presença de flacidez: A flacidez da pele pode mascarar áreas de risco, como a região do cóccix. Muitas vezes, devido à mobilidade da pele frouxa, o hidrocoloide é aplicado em uma área que parece adequada, mas não cobre de forma completa a região mais exposta à pressão.

  3. Adequação da cobertura: É fundamental garantir que a placa realmente abranja toda a área vulnerável. Caso contrário, mesmo com a aplicação do hidrocoloide, pontos de pressão podem permanecer descobertos, favorecendo o surgimento da lesão.


A prevenção da lesão por pressão exige olhar clínico cuidadoso e conhecimento técnico. No caso do idoso, cada detalhe faz diferença: a qualidade da pele, a presença de flacidez e o posicionamento correto da placa devem sempre ser avaliados em conjunto. A atenção a esses fatores simples pode evitar complicações importantes e preservar a saúde e o bem-estar do paciente.

 
 
 

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