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ITB na prática: Uma ferramenta de avaliação essencial na avaliação de lesões cutâneas

Imagem gerada pelo chatgpt de acordo com as informações que forneci.
Imagem gerada pelo chatgpt de acordo com as informações que forneci.

Índice Tornozelo-Braquial (ITB): o que é e por que você deveria usar na avaliação de feridas?


Imagine a seguinte situação: na sua prática clinica, você admite um paciente diabético que convive há 20 anos com uma ferida na perna esquerda que não cicatriza, ele chega a você com sinais de infecção grave, tecido necrótico, esfacelo, nunca fez um exame de us e nem foi a um vascular, não tem condições de pagar nenhum dos dois e no SUS da sua cidade, não há uma comissão de feridas, no seu trabalho não dispõe de Doppler e para piorar, você não sabe usar e interpretar um exame de doppler. É nesse cenário, para uma avaliação mais minuciosa que você pode utilizar o ITB.


Você já utiliza o Índice Tornozelo-Braquial (ITB) na sua prática? Esse exame simples pode mudar completamente a conduta no cuidado com feridas — principalmente antes de indicar compressão e até mesmo as melhores coberturas (cobertura ideal entende-se que é aquela que melhor se adequa ao quadro clínico da ferida do paciente).


👉 O que é o ITB?

É um teste que compara a pressão arterial sistólica do tornozelo com a do braço para avaliar como está o fluxo sanguíneo nas pernas. Ele ajuda a identificar doença arterial periférica e o grau de comprometimento da circulação.


👉 Por que é importante na avaliação de feridas?

Porque uma ferida só cicatriza bem se houver perfusão adequada. O ITB auxilia na tomada de decisão clínica, indicando quando encaminhar para avaliação vascular ou adaptar estratégias de cuidado.


👉 Quando fazer?

✔️ Presença de feridas em membros inferiores

✔️ Suspeita de insuficiência arterial

✔️ Antes de iniciar terapia compressiva

✔️ Pacientes com fatores de risco vasculares (ex.: diabetes, idosos)


👉 Como fazer? (passo a passo simplificado)

1️⃣ Deixe o paciente em repouso, deitado, por alguns minutos.

2️⃣ Meça a pressão sistólica nos dois braços e utilize o maior valor.

3️⃣ Meça a pressão no tornozelo (artérias tibial posterior e pediosa) com o esfignomanômetro ou o Doppler.

4️⃣ Use a fórmula:


ITB = maior pressão do tornozelo ÷ maior pressão do braço


👉 Como interpretar os resultados?

🟢 1,0 – 1,4: normal

🟡 0,91 – 0,99: limítrofe

🟠 0,41 – 0,90: doença arterial (leve a moderada)

🔴 ≤ 0,40: isquemia grave

⚠️ > 1,4: artérias calcificadas — resultado pode não ser confiável.


👉 Dica clínica importante:

  • ITB

  • > 0,8 → geralmente permite compressão mais alta.

  • 0,5 – 0,8 → usar compressão com cautela.

  • < 0,5 → evitar compressão e encaminhar para um vascular (médico).


💡 Um exame rápido, acessível e extremamente valioso para garantir segurança e melhores desfechos na cicatrização.


Salve este conteúdo para consultar sempre que precisar — e compartilhe com outros profissionais da saúde!


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