Como classificar as feridas: o que é essencial.
- J. A. Lua
- 20 de ago. de 2025
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A classificação das feridas é fundamental para orientar o enfermeiro e a equipe multiprofissional no cuidado, já que permite definir condutas, prever complicações e avaliar a evolução da cicatrização.
Podemos classificar uma ferida a partir de diferentes critérios:
1. Quanto à etiologia (causa)
Cirúrgicas → resultam de procedimentos planejados, com bordas regulares.
Traumáticas → provocadas por acidentes (cortes, lacerações, abrasões, queimaduras).
Por pressão → originadas pela compressão prolongada sobre proeminências ósseas.
Vasculogênicas → relacionadas a alterações circulatórias:
Úlcera venosa
Úlcera arterial
Úlcera neuropática (diabética)
Neoplásicas → associadas a tumores malignos.
Infecciosas → como na leishmaniose ou outras doenças.
2. Quanto ao tempo de cicatrização
Agudas → tendem a cicatrizar em período previsível e ordenado (ex.: feridas cirúrgicas).
Crônicas → não cicatrizam no tempo esperado e podem se manter abertas por semanas ou meses (ex.: úlcera venosa, úlcera por pressão).
3. Quanto à profundidade/comprometimento tecidual
Superficiais → atingem apenas a epiderme.
Parciais → comprometem epiderme e parte da derme.
Totais → atingem toda a derme e estruturas mais profundas (hipoderme, músculo, tendão, osso).
4. Quanto ao processo de cicatrização
Por primeira intenção → bordas aproximadas, cicatriz rápida e estética (ex.: incisão cirúrgica).
Por segunda intenção → bordas afastadas, fechamento mais lento, exige granulação e epitelização.
Por terceira intenção → inicialmente aberta (por risco de infecção ou necrose) e suturada posteriormente.



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