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Como classificar as feridas: o que é essencial.


 A classificação das feridas é fundamental para orientar o enfermeiro e a equipe multiprofissional no cuidado, já que permite definir condutas, prever complicações e avaliar a evolução da cicatrização.


Podemos classificar uma ferida a partir de diferentes critérios:


1. Quanto à etiologia (causa)

  • Cirúrgicas → resultam de procedimentos planejados, com bordas regulares.

  • Traumáticas → provocadas por acidentes (cortes, lacerações, abrasões, queimaduras).

  • Por pressão → originadas pela compressão prolongada sobre proeminências ósseas.

  • Vasculogênicas → relacionadas a alterações circulatórias:

    • Úlcera venosa

    • Úlcera arterial

    • Úlcera neuropática (diabética)

  • Neoplásicas → associadas a tumores malignos.

  • Infecciosas → como na leishmaniose ou outras doenças.


2. Quanto ao tempo de cicatrização

  • Agudas → tendem a cicatrizar em período previsível e ordenado (ex.: feridas cirúrgicas).

  • Crônicas → não cicatrizam no tempo esperado e podem se manter abertas por semanas ou meses (ex.: úlcera venosa, úlcera por pressão).


3. Quanto à profundidade/comprometimento tecidual

  • Superficiais → atingem apenas a epiderme.

  • Parciais → comprometem epiderme e parte da derme.

  • Totais → atingem toda a derme e estruturas mais profundas (hipoderme, músculo, tendão, osso).


4. Quanto ao processo de cicatrização

  • Por primeira intenção → bordas aproximadas, cicatriz rápida e estética (ex.: incisão cirúrgica).

  • Por segunda intenção → bordas afastadas, fechamento mais lento, exige granulação e epitelização.

  • Por terceira intenção → inicialmente aberta (por risco de infecção ou necrose) e suturada posteriormente.


 
 
 

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